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Ice Roll: como Roger Rodrigues transformou o sorvete na chapa em uma rede nacional

29 de junho de 2026

Quiosque da Ice Roll no shopping

Existe uma diferença entre vender um produto e vender uma experiência. A Ice Roll nasceu do segundo caminho. E essa escolha não é discurso, é o que está sobre a chapa gelada, na frente do cliente, todos os dias.

Esta é a trajetória de Roger Rodrigues, que voltou de uma viagem à Tailândia em 2017 com um conceito praticamente desconhecido no Brasil: o sorvete na chapa. Um preparo feito na frente do consumidor, sobre uma superfície congelada, que transforma líquidos em rolinhos de sorvete em poucos minutos. Hoje, a marca conta com 65 unidades, presença em 21 estados e cerca de 60 franqueados espalhados por praticamente todas as regiões do país.

“A ideia nunca foi só vender sorvete. Foi transformar cada atendimento em um pequeno espetáculo.”
Roger Rodrigues, fundador da Ice Roll
Roger Rodrigues, fundador da Ice Roll

O início de tudo

Roger voltou da Tailândia com mais do que uma lembrança de viagem. Ele trouxe um conceito. O sorvete na chapa, ainda desconhecido no Brasil, chamava atenção justamente pela forma como era preparado: na frente do consumidor, sobre uma superfície congelada, transformando líquidos em rolinhos de sorvete em poucos minutos.

A execução interativa despertava curiosidade. Naquele momento, o mercado brasileiro já contava com grandes redes de sorvete e gelato, mas poucas exploravam o lado da experiência. A Ice Roll nasceu justamente nesse espaço, combinando entretenimento e consumo em um único produto.

O desafio não era conquistar o cliente

O formato despertava curiosidade de forma natural. O desafio real era outro: convencer o mercado de que a marca não era um modismo passageiro. Os shopping centers enxergavam o segmento de sorvete como maduro e altamente competitivo.

A resposta veio com consistência. A marca cresceu de forma contínua até chegar às 65 unidades em 21 estados, provando que a experiência tinha fôlego para virar operação de rede, não apenas atração de vitrine.

Os primeiros anos exigiram ajustes

Levar um conceito de fora para dentro do Brasil não é copiar e colar. Os primeiros anos exigiram adaptação de receitas e desenvolvimento de produtos pensados para o consumidor brasileiro. A empresa construiu um cardápio que preservava a essência do conceito original, mas dialogava com os hábitos locais.

O sorvete na chapa seguiu como símbolo principal da marca. Ao mesmo tempo, novos produtos foram ganhando relevância dentro da operação.

A entrada do gelato artesanal

Um dos movimentos mais importantes foi a entrada do gelato artesanal no portfólio. Inspirada na tradição italiana, a linha, sem conservantes e sem aromatizantes, passou a dialogar com um público que buscava opções mais naturais.

Esse movimento fortaleceu uma imagem mais premium da marca, especialmente com a expansão da linha zero. A Ice Roll deixava de ser reconhecida apenas pela atração da chapa e passava a oferecer uma proposta mais completa.

A expansão veio cedo

A aceitação do público e o interesse de investidores fizeram com que a expansão acontecesse cedo. Ainda em 2017, a Ice Roll iniciou sua trajetória no franchising. A decisão trouxe desafios importantes. O principal deles era garantir que uma experiência tão ligada à execução fosse reproduzida da mesma maneira em diferentes regiões do país.

O preparo dos produtos exige técnica, treinamento e padronização. Por isso, a empresa investiu fortemente na criação de processos operacionais capazes de manter o mesmo padrão de qualidade independentemente da unidade. Hoje, a rede conta com cerca de 60 franqueados e mantém operações distribuídas por praticamente todas as regiões do Brasil.

Ice Roll em números:

  • 65 unidades em operação
  • Presença em 21 estados
  • Cerca de 60 franqueados
  • Início no franchising ainda em 2017
  • Meta de 100 unidades nos próximos anos

Um portfólio pensado para crescer

Além do sorvete na chapa e dos gelatos artesanais, a Ice Roll ampliou seu portfólio com milk-shakes, cafés e produtos sazonais. A estratégia foi pensada para aumentar a frequência de consumo e reduzir a dependência de um único item.

Ao mesmo tempo, a empresa passou a desenvolver campanhas específicas ao longo do ano, criando novas oportunidades comerciais para os franqueados. Esse conjunto de iniciativas ajudou a tornar o modelo mais robusto e preparado para continuar crescendo.

O próximo passo é chegar a 100 unidades

A meta da Ice Roll é alcançar 100 unidades nos próximos anos. O plano passa pela ampliação da presença nos principais shopping centers brasileiros e pelo fortalecimento do posicionamento construído ao longo dos últimos anos.

Mas, ao olhar para a trajetória da marca, chama atenção um detalhe: o produto que deu origem ao negócio continua ocupando um papel central na identidade da empresa. O sorvete na chapa que Roger trouxe da Tailândia segue sendo o coração da Ice Roll.

1. Experiência como diferencial em mercado maduro

Em um segmento visto como saturado, a Ice Roll assumiu uma posição: vender espetáculo, não só sorvete. O preparo na frente do cliente virou atração de vitrine e argumento de venda.

2. Padronização de uma experiência difícil de replicar

Um produto tão ligado à execução exige técnica e treinamento. A rede investiu em processos operacionais para garantir o mesmo padrão em 21 estados, o ponto mais delicado de uma operação artesanal.

3. Portfólio que reduz dependência de um item

Gelato artesanal, milk-shakes, cafés e sazonais aumentaram a frequência de consumo e abriram novas frentes comerciais para o franqueado, sem abandonar o produto que deu origem à marca.

Por que a Ice Roll é referência no XFRANCHISE:

  • Conceito diferenciado trazido de fora e adaptado ao Brasil
  • Experiência interativa que vira atração dentro do shopping
  • Processos que padronizam uma operação difícil de replicar
  • Portfólio ampliado para aumentar frequência de consumo
  • Plano de expansão com o produto original no centro da marca

A história da Ice Roll é um lembrete claro para quem constrói rede no Brasil: em mercados maduros, a experiência pode ser o maior diferencial competitivo. O que nasce como espetáculo tem mais chance de ser lembrado, desde que a operação por trás dele consiga entregar o mesmo padrão em cada unidade.

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