Existe uma diferença entre vender procedimento e construir marca. A história do Studio Meus Cílios pertence ao segundo grupo. E essa escolha começou anos antes da palavra franquia entrar no radar.
Esta é a trajetória de Larissa Carpen, que começou atendendo clientes em casa, em Gramado (RS), e hoje conta com mais de 45 unidades comercializadas em cinco estados, com Rodrigo, atual CEO, à frente da expansão nacional da marca.
“A rede de franquias é uma escola. O aluno vai ter medo, vai estar inseguro, vai precisar de apoio. Mas é ele que vai precisar estudar e evoluir, de dentro pra fora.”

O início de tudo
O mercado da beleza mudou muito nos últimos anos. E poucas empresas perceberam isso tão cedo quanto o Studio Meus Cílios.
Quando Larissa Carpen começou a atender clientes em Gramado, em 2017, o alongamento de cílios ainda era visto como um serviço relativamente novo fora dos grandes centros. Existia demanda crescente, mas pouca profissionalização no setor e quase nenhuma estrutura de rede.
Na época, a operação funcionava de forma simples, com atendimento residencial e foco em fidelização. Mas existia uma percepção importante por trás do negócio: as mulheres estavam buscando praticidade.
“Elas queriam acordar prontas.”
A leitura parecia óbvia, mas antecipava um movimento que cresceria rapidamente nos anos seguintes. O alongamento de cílios deixou de ser apenas um procedimento estético e passou a fazer parte da rotina de muitas consumidoras. O Studio Meus Cílios cresceu acompanhando exatamente essa mudança de comportamento.
O desafio dos primeiros anos: educação antes de expansão
Nos primeiros anos, o principal desafio não era expansão. Era educação. Muitas clientes ainda não entendiam o procedimento, tinham receio da durabilidade ou desconheciam os cuidados necessários. A empresa precisou construir confiança em um segmento que ainda estava em consolidação.
Ao mesmo tempo, o negócio começou a ampliar o mix de serviços. Unhas em fibra, esmalteria, sobrancelhas, micropigmentação e escovaria foram incorporados à operação gradualmente, transformando as unidades em espaços de beleza mais completos e recorrentes.
A ideia era aumentar a frequência de consumo e criar uma experiência mais prática para a cliente.

O modelo de franquias começou na pandemia
Enquanto boa parte do setor operava em ritmo de cautela, Rodrigo enxergou uma oportunidade de estruturar a marca para crescimento nacional. A experiência anterior com franchising ajudou nesse processo.
A primeira unidade já dentro do padrão de rede foi aberta em Canela, também no Rio Grande do Sul, e serviu como validação operacional do modelo. Foi ali que o Studio Meus Cílios deixou de funcionar apenas como uma empresa local e começou a operar como marca de expansão.
Franquia como processo de desenvolvimento, não atalho
Rodrigo fala sobre franchising de maneira menos romantizada do que costuma aparecer no setor. Ele evita o discurso de sucesso rápido e prefere tratar a franquia como um processo de desenvolvimento.
“A rede funciona como uma escola. O franqueado vai precisar aprender, amadurecer e evoluir.”
Essa visão acabou influenciando diretamente o perfil da rede. Hoje, boa parte das franqueadas são mulheres que buscavam independência financeira, mudança de rotina ou uma nova carreira profissional. Muitas nunca haviam empreendido antes.
O modelo hoje: enxuto e replicável
Atualmente, o Studio Meus Cílios soma mais de 45 unidades comercializadas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
A operação foi estruturada em modelos mais enxutos, com foco em eficiência de equipe e ocupação operacional. As unidades costumam trabalhar com quatro a nove profissionais simultaneamente, dependendo do tamanho da operação.
Segundo Rodrigo, o principal diferencial da rede não está apenas nos serviços oferecidos, mas na padronização da experiência e na formação de equipes.
“O cliente precisa confiar na marca independentemente da cidade onde será atendido.”
O case Daiane: desenvolvimento real dentro da rede
Um dos casos que Rodrigo gosta de mencionar é o de Daiane, franqueada de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Ela entrou para a rede sem experiência anterior em franquias. Aprendeu o modelo, desenvolveu a operação e hoje possui duas unidades.
Mas, para Rodrigo, o principal não é o número de lojas. É a transformação profissional que acompanha esse crescimento.
Próximos passos: 100 unidades até 2027
A meta do Studio Meus Cílios é atingir 100 unidades até o final de 2027. Mas existe outro movimento acontecendo junto com a expansão.
A marca quer fortalecer o senso de comunidade entre as franqueadas e consolidar presença nacional dentro do setor de beleza. A primeira convenção anual da rede, planejada para acontecer em Gramado, faz parte justamente dessa estratégia.
No fim das contas, o Studio Meus Cílios não está apenas comercializando unidades. Está construindo um modelo onde franqueada, equipe e cliente crescem dentro do mesmo padrão. E essa, talvez, seja a explicação mais honesta para a velocidade da expansão.

